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guerrilheiro

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Retratos aleatórios do passado [Mar. 13th, 2008|11:15 pm]
guerrilheiro
"Apetecia-me libertar-me daquele corropio de cadeiras, de estudantes "pedrados" em teoria, de professores vigilantes percorrendo qualquer suspeita de cábula. Lá fora o nevoeiro que, escondendo toda a cidade de Lisboa, mostrava apenas um edificio no cimo de um monte relvado, como se por momentos estivessemos algures em Belfast, algures em Derry, algures...

Um nevoeiro feito de inúmeros nevoeiros.

Poderia ser o nevoeiro na Lagoa de Óbidos moldando a imagem de pescadores conduzindo os seus barcos deliciosamente, perigosamente e corajosamente pela Boca da Aberta. Barbudos, pobremente vestidos, de cara tostada, rugosa, robusta mas de olhos humildes e inocentes. Lutando com fúria
as vagas ameaçadoras, lutando contra a natureza, dizendo-lhe mansamente: não te queremos destruir, apenas viver em harmonia contigo, que nos dês o pouco que precisamos para sobreviver.

Poderia ser o nevoeiro das altas montanhas incrustadas em Marquetália, Colômbia. Dos tristes mas sempre belos relvados da região norte da Irlanda. Das estradas que mergulham no nevoeiro da costa da Bizkaia. Nevoeiro companheiro dos pastores de Bastia, Córsega.

Nevoeiro. Simples nevoeiro. Nevoeiro que protege os combatentes de todo o mundo. Nevoeiro que envolve os pescadores de bacalhau, torneiros-mecânicos, pastores, donos de um mundo que ainda não é seu.

Todos se espantarão quando, um dia, do nevoeiro, virem sair das brumas, não D. Sebastião mas multidões de trabalhadores. Virão, como os pescadores da Boca da Aberta, tomar um mundo seu e clamar mansamente ao mundo que nada querem senão o que é seu."

8 de Fevereiro de 2004

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"Percorrendo o universo com as mãos, exclamou:
- São livres. Candeeiros suspensos no infinito."

6 de Janeiro de 2005

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"E a história do pai e filho que, na clandestinidade, não sabiam da militância de um e outro no Partido?

E a história da menina, hoje mulher, que aprendeu a ler e a escrever nas tipografias clandestinas do «Avante!»?

E a história daquele homem que, em noite escura, se lançou das muralhas da prisão ao mar?

E a história do pintor assassinado à porta de casa?

*Chegará o dia em que sairão do anonimato. O sacrifício dos imprescindíveis não será esquecido. Sem idolatria. Mas com orgulho."

21 de Dezembro de 2006

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"A exploração salta fronteiras e aprisiona os braços da nossa gente. Na Amadora ou em Nápoles, correu o suor da testa dos operários para os bolsos dos traidores. Agora, sob o esqueleto das fábricas desmanteladas nasce a ferrugem e a tristeza. As lágrimas não têm pátria mas o sonho é uma brisa que voa livre e, enquanto existir, será a semente do futuro. E esse é nosso."

12 de Agosto de 2007

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"Não é a notícia que se quer ouvir quando se chega a casa depois de uma manifestação com 50 mil comunistas pelas ruas e avenidas de Lisboa. Raúl Reyes, dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo [FARC-EP], morreu em combate. As tropas uribistas invadiram território equatoriano e bombardearam-no com os seus aviões de combate. O povo colombiano perde um combatente heróico que deu a vida pela liberdade e pelo socialismo. A melhor homenagem a todos "imprescindíveis" que desaparecem, como Maria Adelaide Aboim Inglez, comunista portuguesa falecida anteontem, é tão somente esta que se apresentou ontem em Lisboa. A luta é o único caminho!"

2 de Março de 2008
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Rumo à vitória [Mar. 12th, 2008|01:50 pm]
guerrilheiro
Proletários de todos os países, uni-vos!
Prolétaires de tous les pays, unissez-vous !
Пролетарии всех стран, соединяйтесь!
Proletarier aller Länder, ereinigt euch!
¡Proletarios de todos los países, uníos!
Operai di tutti i paesi, unitevi!
Bütün ülkelerin işçileri, birleşin!
Arbetare i alla länder, förena er!
Proletari din toate ţările, uniţi-vă!
Proletariusze wszystkich krajów, łączcie się!
Világ proletárjai, egyesüljetek!
Пролетарии от всички страни, съединявайте се!
Zenkoku no musansha wa awasete!
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Estamos quase na Primavera [Mar. 10th, 2008|10:41 pm]
guerrilheiro
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Porra, que isto dói! [Mar. 10th, 2008|06:25 pm]
guerrilheiro
Tenho uma afta que me provoca umas dores valentes. No outro dia, resolvi aplicar-lhe bucagel. Nunca o tinha feito e acreditem que a sensação é terrível. No entanto, mordi a mão para que ninguém ouvisse a minha reacção à pomada. Achei estranha a violência da dor mas pensei que fosse de mim. Até que encontrei este texto:

Bucagel

Meus amigos, tenho que partilhar isto convosco: Tenho uma afta junto à gengiva inferior que me incomoda. Para tratar este problema pus um pouco de Bucagel, uma pomada literalmente saborosa que embora bastante eficaz ia-me fazendo saltar os olhos tal foi a intensidade da dor.
É que arde mesmo, mesmo muito…
Por curiosidade fui ver os efeitos secundários e vou transcrever letra por letra o que lá está:
“Raramente, pode sentir uma sensação momentânea de formigueiro ou ardor devido ao álcool contido no gel”. Meus amigos…eu tive que dar duas cabeçadas na parede para distrair o meu cérebro do que me estava a acontecer na cavidade bucal. A dor foi momentânea, sim, mas um um gajo quando lhe está a dar um ataque para morrer também tem “uma sensação momentânea de ardor” e esqueçam lá o formigueiro que mesmo que exista é completamente abafado pela dor lancinante. E “raramente”, dizem eles? Fo$@#-se, raramente são as vezes que eu tenho aftas mas SEMPRE que ponho bucagel na boca as minhas narinas mais parecem dois escapes automóveis!!

A última vez que senti uma dor assim foi a falar ao telefone enquanto pegava num candeeiro de secretária cuja base me caiu no pé. Consegui dizer com toda calma “Olha, espera aí que já te ligo”, com uma voz serena mas ligeiramente trémula como acontece quando tomamos banho de água fria e sentimos algo semelhante a falta de ar… Desliguei a chamada e atirei-me contra uma porta para que me acontecesse qualquer coisa que sempre era melhor que a dor de uma base cilíndrica de ferro no pé.

Enfim bucagel está para as pessoas como creolina está para os cães. Passo as explicar: misturei na água um pouco de creolina para tirar as pulgas ao meu rafeiro. Só que a água escorreu até ao rabo o que ia matando o bicho com dores. As pulgas piraram-se em dois tempos(saltavam do cão, tipo pessoas num naufrágio). O cão perdeu as pulgas realmente e parece-me pelos movimentos acrobático-eufórico-contorcionistas que o bicho entrou em choque. Mas depois passou-lhe…
ST

em http://montradepremios.blogspot.com/2006/10/bucagel.html
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A agitação popular amedronta a direita [Mar. 9th, 2008|05:54 pm]
guerrilheiro
"Tenho vergonha destes pseudo-professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações e transformaram-se em soldados do Partido Comunista".
Emídio Rangel

Citação publicada em http://tempodascerejas.blogspot.com

"Onde quer que eu vá, [o PCP] faz uma manifestação, utilizando, aliás, os seus dirigentes sindicais."
José Sócrates

em Diário de Notícias

"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre... Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira".
Augusto Santos Silva

na TSF
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Vivam as FARC-EP! [Mar. 7th, 2008|09:06 pm]
guerrilheiro

Caiu em combate o camarada Ivan Rios. Por cada um que matem outros cem se levantarão!
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87º aniversário do Partido [Mar. 6th, 2008|12:47 pm]
guerrilheiro
Viva o 87º aniversário do mil vezes morto e mil vezes ressuscitado Partido Comunista Português



OS COMUNISTAS

...Passaram bastantes anos desde que ingressei no Partido...Estou contente...Os comunistas constituem uma boa família...Têm a pele curtida e o coração valoroso...Por todo o lado recebem pauladas...Pauladas exclusivamente para eles...Vivam os espiritistas, os monárquicos, os aberrantes, os criminisos de vários graus...Viva a filosofia com fumo mas sem esqueletos...Viva o cão que ladra e que morde, vivam os astrólogos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camarão, viva toda a gente menos os comunistas...Vivam os cintos de castidade, vivam os conservadores que não lavam os pés ideológicos há quinhentos anos...Vivam os piolhos das populações miseráveis, viva a força comum gratuita, viva o anarco-capitalismo, viva Rilke, viva André Gide com o seu coribantismo, viva qualquer misticismo...Tudo está bem...Todos são heróicos...Todos os jornais devem publicar-se...Todos devem publicar-se, menos os comunistas...Todos os políticos devem entrar em São Domingos sem algemas...Todos devem festejar a morte do sanguinário Trujillo, menos os que mais duramente o combateram...Viva o Carnaval, os derradeiros dias do Carnaval...Há disfarces para todos...Disfarces de idealistas cristãos, disfarces de extrema-esquerda, disfarces de damas beneficentes e de matronas caritativas...Mas, cuidado, não deixem entrar os comunistas...Fechem bem a porta...Não se enganem...Não têm nenhum direito...

Pablo Neruda
em Confesso que vivi
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«Avante!» clandestino na internet [Mar. 6th, 2008|12:42 pm]
guerrilheiro
O «Avante!» foi o jornal comunista clandestino que em todo o mundo, durante mais tempo, foi sempre produzido no interior de um país dominado por uma ditadura fascista.

Durante décadas – de 15 de Fevereiro de 1931 ao 25 de Abril de 1974 – o órgão central do PCP orientou e mobilizou as lutas da classe operária e de todos os trabalhadores em pequenas e grandes batalhas contra o capital e contra o regime fundado por Salazar e prosseguido por Caetano, orientou e mobilizou sectores democráticos que perfilharam, com os comunistas, uma política de unidade antifascista visando o derrubamento da ditadura terrorista dos monopólios e dos latifúndios aliados ao imperialismo e a conquista da liberdade e da democracia.

Depois dos primeiros dez anos de existência atribulada, impeditiva de uma edição regular, que reflectia também a situação do Partido, a nível político, ideológico, de organização e de defesa perante a ofensiva repressiva do fascismo, o «Avante!», que sucedia a outras publicações comunistas anteriores à reorganização de 1929, conduzida por Bento Gonçalves, passou a ser publicado com regularidade mensal, sem uma falha, a partir da reorganização de 40/41, em que Álvaro Cunhal teve papel destacado. E, por várias vezes, fez tiragens quinzenais e semanais, tendo atingido, durante o período de grandes lutas dos anos 40, o número impressionante de 10 mil exemplares.

Dotado de uma rede de tipografias clandestinas – sempre que uma era atacada pela PIDE e destruída, ou presos os seus funcionários, outra tomava imediatamente o testemunho, assegurando sempre a publicação do jornal – o «Avante!» foi durante essas décadas composto e impresso por numerosos camaradas, na sua maior parte militantes anónimos, cuja vida foi dedicada a essa preciosa tarefa.

Dispondo de prelos concebidos para facilmente serem desmontados e transportados para novas instalações, utilizando caracteres de chumbo, composto letra a letra, impresso em fino papel «bíblia» - o artigo mais difícil de adquirir sob a feroz vigilância policial, o jornal comunista era depois distribuído por todo o País, pelas organizações que o faziam chegar às massas.

Muitos camaradas arriscaram a vida e a liberdade para manterem a funcionar esse aparelho, sem o qual o PCP - o único partido que resistiu ao fascismo e contribuiu decisivamente para a criação das condições para seu derrubamento - não teria uma voz nacional, influente e prestigiada.
Na vasta galeria de heróis que esta história comporta, muitos nomes ficaram soterrados no tempo. De entre os muitos que dedicaram a vida à feitura e distribuição do «Avante!» destaca-se o nome de José Moreira, responsável pelas ligações com tipografias clandestinas do Partido, assassinado pela PIDE em Janeiro de 1950. Mas a memória de todos os que deram voz ao Partido nos negros tempos do fascismo perdurará.


Com a disponibilização na Internet de 558 números e 101 suplementos do «Avante!» clandestino – publicados de 1931 a 1974 - qualquer pesquisador passa a ter a possibilidade de aceder à valiosa e única informação contida nos «Avante!»s clandestinos, abrangendo 9575 títulos.

Ao disponibilizar o acesso a esta informação, o PCP está a dar uma contribuição indispensável para quem quer conhecer verdadeiramente o que foi a ditadura fascista e a longa e heróica resistência dos trabalhadores e do povo português, luta na qual os comunistas ocupam lugar ímpar.

O «Avante!» clandestino na Internet terá duas hipóteses de visualização: uma directa por número e outra por pesquisa em base de dados por número, por título, por autor, por data e por palavras.

em http://www.pcp.pt
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Fomos mais de 50 mil! [Mar. 2nd, 2008|03:41 pm]
guerrilheiro
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Julián Conrado, a voz que não se apaga [Mar. 2nd, 2008|12:20 pm]
guerrilheiro

Julian Conrado

A invasão do território equatoriano está a provocar graves atritos entre os presidentes equatoriano e venezuelano, respectivamente, Rafael Correa e Hugo Chávez, e o presidente colombiano, Uribe. Rafael Correa quer ver explicações concretas sobre o que se passou e Hugo Chávez adverte que não terá qualquer problema em declarar guerra à Colômbia se esta se atrever a fazer o mesmo que fez no Equador.

Como resultado desta acção do exército colombiano morreu, como já noticiei, o dirigente Raúl Reyes, porta-voz das FARC-EP. O governo da Colômbia tudo faz para sabotar a libertação e a troca de prisioneiros. Os terroristas não são os comunistas levantados em armas mas os governantes submetidos aos interesses imperialistas dos Estados Unidos.

Outra triste notícia foi a informação de que neste mesmo combate caiu o camarada cantor Julián Conrado. O guerrilheiro de arma, guitarra e voz que levou a música a todos os cantos da sua pátria colombiana.

Música das FARC-EP em:
http://bolivarsomostodos.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=34&Itemid=65
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